A grandeza de Tamandaré não se esgota simplesmente com a análise de sua bravura e atuação militar. Vai muito além! Sua grandeza provém também de seus valores morais, de sua nobreza de caráter e de virtudes que o acompanharam por uma longa existência. Sua educação era polida, seu caráter altivo, valores esses que não se adquirem nos bancos acadêmicos, nem nos livros didáticos, por serem intrínsecos, e que também foram reforçados por sólida orientação familiar.

 Eis alguns hábitos e maneira de ser de Tamandaré:

•para ele, o trabalho, a ordem e a disciplina eram a tônica de sua vida;

•a paciência, a alegria e a curiosidade o acompanharam sempre;

•era possuidor de inteligência privilegiada, a qual soube usar de maneira muito apropriada e correta;

•a piedade e o amor ao próximo estavam sempre presentes em suas nobres atitudes;

•não era vaidoso, mas orgulhava-se de pertencer à gloriosa Marinha do Brasil;

•sua fidelidade às causas que abraçava era marca registrada de sua nobre personalidade;

•seu humor era constante e inalterável, mesmo em situações não muito propícias para tal;

•era rigorosamente honesto e exigente, principalmente quando se tratava da administração do dinheiro público;

•envaidecia-se, mas com simplicidade, a respeito da amizade que o Imperador D. Pedro II tinha para com sua pessoa;

•não era presunçoso, nem se sentia superior ante os títulos de nobreza, honrarias e postos hierárquicos que recebeu durante a carreira;

•era apreciador dos esportes náuticos, principalmente os voltados para o remo e o mergulho, tendo

sido ele o primeiro a organizar uma regata na Praia de Botafogo em 1º/11/1852;

•descontraído, espirituoso e brincalhão gostava de apostar queda de braço com parentes e amigos mais chegados;

•era bom pescador, prática essa iniciada na infância, em mares e praias do Rio Grande de São Pedro

na companhia do pai.

•não gostava de luxo, nem de conforto exagerado, por isso seus camarotes eram bastante simples, mesmo quando ocupava destacados cargos;

•tinha o costume de deitar cedo e acordar com a alvorada;

•gostava de comida simples e apreciava bons vinhos, principalmente os portugueses;

•fardava-se com esmero e orgulho para as cerimônias de gala;

•era rigoroso no julgamento daqueles que infringiam a ética, a honra e a disciplina;

•não admitia atitudes que ferissem a religião e a moral;

•tomava decisões com objetividade, segurança e rapidez, sendo ainda um estrategista nato;

• tinha ansiedade em servir o próximo e amenizar as agruras dos menos favorecidos;

•não era ambicioso, por isso mesmo nunca acumulou fortuna, nem mesmo quando oportunidades lícitas lhe foram oferecidas pela profissão.

 Morreu sem deixar patrimônio, mas em dignas condições daquele que fora um padrão de honestidade, dedicação levada ao requinte da austeridade, tendo empregado todo o tempo de sua gloriosa existência no serviço da Pátria.

São dele as afirmativas que seguem:

“Ser militar” significa entregar-se ao árduo sacerdócio de guardião da Pátria, sem aspirar outra recompensa a não ser vê-la livre, soberana e digna, perante o conceito universal.

Ainda: “Tudo se torna mais fácil, quando se age em conjunto”.

Igualmente a ele pertence o lema: “Todos por um e um por todos”.

Fonte: Jornal agora

Postado por: Lucio Lucena